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Coronavírus: Juliana M. R. de Freitas

Para poder seguir com os nossos compromissos profissionais precisamos intensificar as medidas sanitárias básicas e seguir as recomendações publicadas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) onde é indicado implantar o trabalho em regime de urgência e emergência. Ou seja, caso haja algum problema com o animal que comprometa o bem-estar ou a vida, este deverá ser prontamente atendido. Porém, situações que não se enquadrem nessa classificação, deverão ser reprogramadas, afastando uma exposição desnecessária nesse momento crítico de propagação do novo coronavírus.

E para manter o atendimento e, ao mesmo tempo, contribuir para conter a proliferação do coronavírus, o CFMV estimula que o atendimento seja feito com a presença de apenas uma única pessoa (no nosso caso um proprietário ou o tratador), evitando a aglomeração de pessoas. Além disso, recomenda-se que os proprietários evitem visitar os animais internados em Hospitais.

Boas práticas de Biossegurança também precisar ser somadas as essas recomendações do CFMV. Existem  03 elementos básicos na Biossegurança: Separação, isolamento ou a criação de barreiras para limitar as possibilidades de que uma pessoa infectada ou material contaminado entre num local não infectado ; Limpeza para eliminação da maior parte da sujidade visível e; Desinfecção para desativação dos agentes patogênicos.

Durante as preparações para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016 foram implementadas práticas de biossegurança rigorosas para garantir a segurança dos cavalos que iriam participar dos jogos. Hoje estamos em uma situação bem diferente pois os cavalos não são o grupo de risco e nem transmitem a doença mas podemos aprender um pouco com as boas práticas que foram implantadas na época dos jogos: isolamento total da população de risco e alto rigor na higiene das mãos, objetos, roupas e qualquer outro tipo de superfície contaminante. Nas instalações dos jogos tínhamos na entrada dos veículos um rodolúvio para a desinfecção dos pneus e em vários locais dentro das instalações, principalmente no acesso as cocheiras, tínhamos pedilúvios para desinfecção dos pés e cascos (cavalos) pois estes podiam ser carreadores de contaminantes para as áreas limpas. Fica a sugestão para que o profissional que precise circular para poder atender seus clientes, tenha na entrada de casa uma “área suja” para deixar sapatos, roupas e objetos que foram usados na rua, dessa forma diminuindo a possibilidade da entrada de contaminantes para dentro de casa.

Precisamos assegurar também que os outros profissionais envolvidos com os cavalos (tratadores e cavaleiros por exemplo) também exerçam as boas práticas de biossegurança e se isolem em caso de suspeitas ou exposição a pessoas infectadas para a sua própria segurança e para que o cavalo, apesar de não transmitir a doença , não haja como uma “superfície contaminante” e possa contribuir para a propagação mecânica do vírus assim como os objetos.

 

Juliana M. R. de Freitas

Medicina Esportiva Equina

Diretora Veterinária da Confederação Brasileira de Hipismo-CBH

National Head FEI Veterinarian BRA

FEI Official Veterinarian BRA

FEI Permitted Treating Veterinarian BRA

Veterinary Service Manager Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016

 

 

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