Destaques da Edição 176
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25 de Aug, 2019
Insatisfação no trabalho: empresa ou profissão errada?
NP
Redação
Negócios Pet
A relação das pessoas com o trabalho tem mudado muito nos últimos tempos. Não vigora mais apenas a satisfação de fazer uma fatia do processo porque é necessário ter dinheiro, a busca por felicidade e propósito na profissão é uma realidade.
Aborrecimentos e questionamentos fazem parte de qualquer atividade, porém segundo a psicóloga, coach e fundadora da Viva Desenvolvimento Humano, Marcia Ramires, a recorrência de alguns comportamentos podem ser sinais de alerta.
“Temer o domingo à noite, chegar no trabalho já contando os minutos para ir embora, ficar imensamente feliz quando chega a sexta-feira e triste no domingo, desejar que o tempo voltasse para o fim de semana, além da desmotivação que não deixa enxergar formas de melhorar a performance podem indicar que a insatisfação vai além”, explica.
Mas como saber se a causa é um descontentamento com o emprego, por uma incompatibilidade de valores com a empresa, por exemplo, ou então, um indício de que a carreira não faz mais sentido?
“Quando a pessoa identifica que não há mais propósito e motivação para realizar suas tarefas e se questiona diariamente o que está fazendo naquele emprego são indícios que confirmam que a profissão atual não faz mais sentido. Essa é a hora de buscar uma transição de carreira”, explica Marcia.
Porém, algumas vezes, a insatisfação está ligada ao emprego atual, como: problemas de relacionamento com o chefe, disparidade com a cultura, os valores ou o estilo de trabalhar da empresa, mas não necessariamente com a carreira.
“É necessário analisar bem para evitar decisões precipitadas e arrependimentos. Se a companhia atual for o problema, o plano é buscar novas oportunidades em organizações mais condizentes com o perfil da pessoa. Contudo, nesses casos é de suma importância desenvolver os aspectos limitantes, do contrário é bem provável encontrar as mesmas questões em outro lugar”, pondera a psicóloga.
Outro cenário é, a partir de um certo momento, não se identificar mais com determinada função dentro da profissão escolhida, mas amar a área. “Essa então é a hora de revisitar as demais possibilidades do campo de atuação e, então, fazer uma transição dentro mesmo da área”, ressalta.