Destaques na Edição 177
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22 de Sep, 2019
Tendências da Medicina Veterinária da Década 2020 a 2029 - Parte 1
NP
Redação
Negócios Pet
História Veterinária
O Papiro de Kahoun encontrado no Egito em 1890 descreve a arte de curar animais ocorridos há 4.000 a.C, indicando procedimentos de diagnóstico, prognóstico, sintomas e tratamento de doenças de diversos animais. A história de clínica médica veterinária começou por volta de 2.200 a.C, quando o Rei Azoka construiu na Índia o primeiro hospital veterinário que se tem registro e ainda mandava matar todo súdito que maltratasse um animal. Menções nos códigos originários da antiga Babilônia, capital da Mesopotâmia relatam referências a remunerações e responsabilidades atribuídas aos “Médicos dos Animais”. Na Europa, os primeiros registros sobre a prática da Veterinária originam-se da Grécia no século VI a.C. onde eram reservados cargos públicos aos que praticavam a cura dos animais – Hipiatras. Na era Cristã em meados do século VI, onde hoje é Istambul, foi encontrado um tratado enciclopédico chamado de Hippiatrika contendo 420 artigos sobre doenças e a criação de animais, sendo que 121 foram escritos por Apsitros, considerado no mundo ocidental o pai da Medicina Veterinária. Formou-se em Medicina e tornou-se posteriormente veterinário-chefe do exército de Constantino O Grande. Entre os assuntos relatados por Apsitros destacam-se o Mormo, Tétano, Enfisema, Cólicas e Fraturas, os Unguentos. Na Espanha, anos depois, foram estabelecidos os princípios fundamentais de uma medicina animal racional, culminando com a criação de um “Tribunal de Proto-albeiterado” onde eram examinados os candidatos ao cargo de Albeitar. Em língua portuguesa o termo foi traduzido para Alveitar, sendo usado em 1810 para designar os veterinários práticos da Cavalaria Militar do Brasil colônia. A Medicina Veterinária moderna começou a desenvolver-se com a primeira escola de Veterinária do Mundo em Lyon – França criada pelo Hipologista e advogado Claude Bougerlat em 04/08/1761 com 8 alunos. Em 1766 também na França foi criada a segunda escola de veterinária do mundo em Alfort – Paris. A história da Medicina Veterinária no Brasil tem início com a chegada da família real em 1808, mas só em 1875 quando D. Pedro II viajou para a França – Alfort e assistiu a uma conferência de um veterinário e fisiologista Dr. Collin se interessou em criar no Brasil entidade semelhante a encontrada por lá. Mas somente em 1913 e em 1914 foram abertas as primeiras instituições de ensino da veterinária do Brasil, A Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária e a Escola de Veterinária do Exército, respectivamente e ambas no Rio de Janeiro. Desde 1917, data da formatura da primeira turma de Medicina Veterinária, não havia nenhuma regulamentação da profissão. Somente em 9 de setembro de 1933 através do Dec. 23.133 do Presidente Getúlio Vargas é que foram regulamentadas os campos privativos da profissão. Em 1968 entra em vigor a Lei 5.517 que dispõe sobre o exercício da profissão de médico-veterinário. Hoje o Brasil conta com 363 cursos de Medicina Veterinária, colocando no mercado de trabalho cerca de 10.000 novos profissionais por ano. Nos EUA existem cerca de 30 faculdades. Na Alemanha 4 faculdades. No Reino Unido 7 faculdades. Na Argentina 13 faculdades. Em São Paulo mais de 70. No Rio de Janeiro 15, colocando no mercado de trabalho cerca de 400 veterinários por ano. A história e fortalecimento da clínica de pequenos animais iniciou-se a partir de 1957 com a criação no Rio de Janeiro do Clube dos Clínicos Veterinários, alterado sucessivamente para Sociedade Brasileira de Clínicas Veterinárias, Sociedade Nacional de Clínicas Veterinárias para posteriormente chamar-se Anclivepa (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais), nome que perdura até os dias de hoje. Moisés Frimmer, Mario da Fonseca Xavier e Alberto Carvalho Filho foram os grandes baluartes da Clínica de Pequenos Animais do Brasil, tendo seus nomes lembrados e reverenciados até hoje. A partir daí o desenvolvimento de cursos, atividades técnico-científicas, socioeconômicas e culturais foram aparecendo e mostrando a importância de uma entidade de classe para a categoria profissional que engatinhava no mercado veterinário. A criação de Anclivepas Regionais foi consequência por todo o país e, apesar de todo o sucesso, sentia-se a necessidade de uma “entidade mãe” que congregasse as regionais e em 2002 foi criada a Anclivepa Brasil, sendo hoje a maior entidade de educação continuada da Medicina Veterinária Brasileira.Tendência 1
Medicina Veterinária da Vida sobrepõe a Medicina Veterinária da Morte
Desde seu surgimento, a Medicina, como ciência da doença, aumentou a doença e reforçou o poder financeiro da indústria de medicamentos. Nos dias atuais, a Medicina como ciência da vida aumentou a saúde, a longevidade e a prevenção de doenças. Tal tendência tem reforçado, dentre vários novos aspectos, que os organismos dos seres humanos e o dos animais não são formados por fármacos e sim por nutrientes. Considerando isso, a nutrição e os suplementos nutricionais podem ser usados para os mesmos problemas que costumam ser tratados com grandes quantidades de medicamentos de forma individual ou como coadjuvantes. Cada vez mais existem pesquisas científicas que argumentam e comprovam de forma convincente que a abordagem nutricional é mais bem-sucedida, menos cara e infinitamente mais segura. Portanto os suplementos nutricionais de prescrição, com resposta rápida e direcionamento, são aqueles nos quais identificamos nutrientes biologicamente ativos sobre os processos bioquímicos do metabolismo. Tais suplementos representam uma forma de cuidarmos da saúde, de buscarmos a longevidade, a melhor performance e a prevenção de doenças em animais. Considerando isso, podemos dizer que por meio de suplementos nutricionais podemos dirigir eventos químicos para as células, representando desta forma um importante instrumento para pacientes portadores de doenças.- Veja também a parte II desta matéria clicando aqui!
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