QUANDO ALIMENTO VIRA INFORMAÇÃO BIOLÓGICA
A nutrição de cães e gatos sempre foi discutida sob a ótica dos macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) e dos micronutrientes (vitaminas e minerais). Contudo, dentro da abordagem integrativa e ortomolecular, emerge um conceito cada vez mais estudado e inegável: o alimento não é apenas composição química; ele carrega energia, vibração e informação capaz de alterar respostas celulares profundas.
O corpo de um animal é uma rede bioquímica altamente responsiva. Suas células “lêem” o ambiente, interpretam nutrientes e reagem com base na qualidade energética do que recebem. Isso significa que alimentos vivos, minimamente processados e íntegros fornecem não apenas nutrientes mas um padrão energético que guia a atividade mitocondrial, a fluidez das membranas celulares, o sistema imune e o eixo intestino–cérebro–hormônios.
Quando compreendemos que cada ingrediente possui uma assinatura energética própria, compreendemos também que a saúde é, antes de tudo, um estado de harmonia celular derivado da qualidade da informação nutricional.
1. A ENERGIA INTRÍNSECA DO ALIMENTO: O QUE A CIÊNCIA JÁ SABE
Embora o termo “energia dos alimentos” muitas vezes seja entendido apenas como calorias, a ciência moderna reconhece que a realidade é muito mais sofisticada. A energia presente em um alimento é influenciada por:
- Sua origem biológica;
- Seu nível de processamento;
- Sua densidade enzimática;
- Sua carga antioxidante;
- Sua vitalidade molecular (estrutura, frescor, integridade).
1.1. Alimentos vivos possuem maior bioinformação
Quando um alimento passa por altas temperaturas, extrusão e longos períodos de armazenamento — como ocorre com a maioria das rações industriais — ele perde:
- Enzimas naturais;
- Cofatores bioativos;
- Antioxidantes;
- Estrutura molecular íntegra.
Esses fatores não apenas reduzem sua digestibilidade biológica, mas diminuem seu “campo energético”, tornando-o um alimento menos comunicativo com a célula.
Em contraste, alimentos naturais, frescos e integrais oferecem bioinformação ativa, fornecendo ao corpo não apenas nutrientes, mas estímulos regulatórios.
1.2. O impacto energético sobre a mitocôndria
A mitocôndria é considerada o “coração energético” da célula. Quando exposta a alimentos ricos em vitalidade, sua capacidade de produzir ATP aumenta; quando exposta a alimentos pobres, estressantes ou pró-inflamatórios, a produção energética cai.
Este ponto é crucial: a saúde do pet depende diretamente do estado mitocondrial.
2. O INTESTINO COMO SENSOR DE ENERGIA NUTRICIONAL
O intestino não é um tubo digestivo é um órgão inteligente, imunológico, neuroativo e energético. Ele “sente” a qualidade da energia dos alimentos e responde produzindo:
- Sinais inflamatórios ou anti-inflamatórios;
- Padrões hormonais variados;
- Influência direta no humor, comportamento e imunidade.
Estudo Científico 1
Hall et al., 2019 (Journal of Animal Science) demonstraram que dietas frescas e minimamente processadas melhoram a digestibilidade, reduzem metabólitos inflamatórios e aumentam a biodisponibilidade de aminoácidos em cães, quando comparadas às dietas extrusadas tradicionais.
Isso significa que alimentos com maior integridade energética permitem:
- Melhor absorção;
- Menor estresse oxidativo;
- Metabolismo mais eficiente;
- Inflamação reduzida.
Ou seja: o corpo trabalha menos para receber mais.
3. MEMBRANA CELULAR: A PORTA DE ENTRADA DA VIDA
A membrana celular é um “órgão sensorial”. Sua fluidez depende da qualidade das gorduras, antioxidantes e cofatores presentes na dieta.
Alimentos naturais:
- Preservam fosfolipídios essenciais;
- Aumentam fluidez e permitem comunicação celular eficiente;
- Reduzem resistência insulínica e inflamação.

Alimentos ultraprocessados:
- Rigidificam membranas;
- Aumentam estresse oxidativo;
- Prejudicam captação de nutrientes;
- Alteram comunicação hormonal.
Estudo Científico 2
Em 2021, Hielm-Björkman et al. (BMC Veterinary Research) avaliaram uma grande população de cães alimentados com dietas naturais frescas versus dietas ultraprocessadas. O estudo concluiu que cães que consumiam alimentação natural apresentavam:
- Menor incidência de distúrbios gastrointestinais;
- Melhor condição dermatológica;
- Menores marcadores inflamatórios sistêmicos;
- Melhor vitalidade global.
Conclui-se que a energia presente em alimentos íntegros melhora não apenas a digestão, mas a fisiologia celular como um todo.
4. A PONTE ENTRE ENERGIA NUTRICIONAL E EQUILÍBRIO HORMONAL
Pets castrados, um público crescente, apresentam alterações hormonais que tornam a escolha alimentar ainda mais crucial. A energia do alimento modula:
- Eixos hormonais;
- Sensibilidade à leptina;
- Metabolismo da tireoide;
- Resposta à insulina;
- Comportamento alimentar.
Quanto mais “viva” a dieta, menor o impacto negativo da castração no metabolismo de longo prazo.
5. A NUTRIÇÃO COMO TERAPIA DE REGULAÇÃO ENERGÉTICA
A alimentação natural, dentro da medicina ortomolecular veterinária, atua como terapêutica porque:
- Ela limpa: Reduz toxinas, aditivos, corantes e estressores celulares.
- Ela repara: Fornece antioxidantes, aminoácidos funcionais e enzimas ativas.
- Ela energiza: Melhora a função mitocondrial e a vitalidade biológica.
- Ela sintoniza: Restaura comunicação hormonal e imunológica.
Quando falamos de energia dos alimentos, falamos de: biocampo alimentar, integridade molecular, potencial antioxidante e ressonância celular. É ciência, não misticismo.
VIDA ATRAI VIDA: O QUE O ALIMENTO ENTREGA, A CÉLULA RECEBE
A saúde do pet não começa na clínica. Não começa no exame. Começa no pote.
A energia de um alimento define como a célula recebe o mundo — vibrando saúde, ou colapsando em silêncio. Quando alimentamos com vida, restauramos vida. Quando nutrimos com energia, expandimos energia. Quando escolhemos alimentos reais, damos ao corpo do pet a chance de ser quem ele nasceu para ser: saudável, pleno e vital.
O futuro da medicina veterinária já está entre nós: a compreensão de que a nutrição energética é a primeira forma de cura.
Dra Glauce Carreira
Pós graduada em Ortomolecular e Alimentação funcional com Formação em Modulação Intestinal, Florais Quânticos. Professora e coordenadora de 1ª pós graduação no Mundo de Med Ortomolecular e Modulação Intestinal na Veterinária pelo IDEPES.
CEO do Instituto Wellness Pet, o maior centro de terapias integrativas e holísticas para Pets exóticos e Silvestres do País.
Informações: (11) 98915-3162








