Especialista do Hospital Veterinário AmarVet’s alerta para enfermidades degenerativas e cognitivas que podem surgir ao longo da vida e reforça a importância do diagnóstico precoce para preservar a qualidade de vida de cães e gatos
O avanço da idade exige cuidados redobrados com a saúde dos pets, principalmente quando o assunto são doenças crônicas que podem comprometer o bem-estar e a qualidade de vida. Cães e gatos estão suscetíveis a enfermidades degenerativas e neurodegenerativas ao longo da vida, muitas vezes silenciosas e de evolução progressiva.
Segundo o neurologista do Hospital Veterinário AmarVet’s, Dr. Demétrio Godoy, as doenças degenerativas provocam deterioração gradual de células, órgãos e tecidos, enquanto as neurodegenerativas afetam diretamente o sistema nervoso. “As doenças degenerativas promovem alterações irreversí-veis, como a hérnia de disco, que pode acometer cães a partir dos dois anos. Já as neurodegenerativas atingem as células nervosas, causando diferentes alterações neurológicas”, explica.
Entre as doenças degenerativas mais comuns em cães e gatos está a artrose, que impacta diretamente a mobilidade dos animais. No grupo das neurodegenerativas, destacam- -se a doença de acúmulo lisossomal, leucodistrofia, vacuolização neuronal em Rottweilers e Boxers, degeneração neuronal multissistêmica em Cocker Spaniel e a síndrome da disfunção cognitiva.
“Embora o envelhecimento seja um fator de risco importante, algumas aprendizado, aumento da ansiedade, perda de interesse por brincadeiras ou passeios, eliminação em locais não habituais e vocalização excessiva. Em estágios mais avançados, alguns animais podem deixar de reconhecer os tutores ou inverter o ciclo de sono.
A prevenção ainda é um desafio, pois não existem tratamentos capazes de interromper completamente a progressão dessas enfermidades. “A evolução costuma ser lenta e gradual, mas algumas medidas ajudam a retardar os sintomas. Para pets com predisposição a hérnias de disco ou artrose, é importante evitar pisos escorregadios, restringir saltos e manter o controle do peso. Já na síndrome da disfunção cognitiva, atividades que estimulem a cognição, como o enriquecimento ambiental, podem fazer diferença”, orienta Dr. Demétrio.
Check-ups veterinários periódicos são fundamentais para o diagnóstico precoce, já que muitos tutores tendem a associar alterações comportamentais apenas ao envelhecimento natural. Mesmo sem cura, os tratamentos disponíveis têm como objetivo controlar a evolução das doenças e preservar o bem-estar dos animais.
“O tratamento dessas condições visa principalmente a qualidade de vida dos pets e o manejo adequado dos sintomas. São enfermidades sem cura, mas com acompanhamento contínuo é possível proporcionar mais conforto e longevidade”, conclui.

















