Embora uma coçadinha ocasional seja normal, o frio e o tempo seco podem agravar problemas de pele, tornando a coceira mais intensa. Médica-veterinária explica quando o sintoma merece atenção.
É normal que cães se cocem de vez em quando, seja após um passeio, ao acordar ou para aliviar um incômodo momentâneo. Mas quando a coceira passa a fazer parte da rotina do animal – interrompendo o descanso, levando à lambedura constante das patas ou provocando vermelhidão e feridas na pele –, ela deixa de ser apenas um comportamento natural e passa a ser um sinal de alerta.
Durante o inverno, esse sintoma merece ainda mais atenção. As baixas temperaturas e a redução da umidade do ar favorecem o ressecamento da pele e podem agravar doenças dermatológicas já presentes, como a dermatite atópica, uma condição inflamatória crônica que afeta milhões de cães e compromete diretamente sua qualidade de vida.
“No inverno, principalmente em regiões onde o clima costuma ser frio e seco, a dermatite atópica canina pode piorar em alguns cães. O clima seco pode prejudicar a barreira protetora da pele, tornando-a mais suscetível à inflamação. Além disso, durante o inverno, os cães costumam passar mais tempo dentro de casa, aumentando a exposição a alérgenos internos, como ácaros da poeira doméstica, que representam uma causa frequente de dermatite atópica”, explica Ana Carolina Both, médica-veterinária e Gerente de Serviços Técnicos de Animais de Companhia da Zoetis Brasil.
Embora uma coçadinha ocasional faça parte do comportamento natural dos cães, alguns sinais indicam que é hora de procurar um médico-veterinário. Os principais são:
- Coceira frequente ao longo do dia;
- Lambedura ou mordedura constante das patas e de outras partes do corpo;
- Vermelhidão, descamação ou feridas na pele;
- Queda de pelos;
- Sacudir a cabeça ou coçar as orelhas repetidamente.
“A coceira persistente nunca deve ser ignorada. Ela pode ter diversas causas, como a presença de parasitas, infecções, alergias alimentares, alergias de contato ou dermatite atópica. Por esse motivo, é importante não tratá-la por conta própria. Somente o médico-veterinário poderá identificar a origem do problema e indicar o tratamento mais adequado para cada cão”, informa a médica-veterinária.
Um ciclo difícil de interromper
Quando não é tratada adequadamente, a coceira tende a se intensificar. O ato constante de coçar, lamber ou morder a pele provoca lesões que favorecem inflamações e infecções secundárias, aumentando ainda mais o desconforto do animal. “É o chamado ciclo da coceira: quanto mais o cão coça, mais a pele fica lesionada e inflamada, gerando ainda mais coceira. Interromper esse ciclo o quanto antes é fundamental para preservar a saúde da pele e devolver qualidade de vida ao animal”, explica Ana.
Além do sofrimento físico, a coceira persistente também afeta o comportamento dos cães, que podem dormir mal, ficar mais irritados, reduzir as brincadeiras e perder qualidade de vida. As crises também podem impactar a rotina dos responsáveis, gerando preocupação excessiva, noites mal dormidas e frustração ao ver o pet desconfortável.
Controle contínuo faz toda a diferença
A dermatite atópica não tem cura, mas pode ser controlada com acompanhamento veterinário e tratamento adequado. Além do medicamento prescrito pelo médico-veterinário, alguns cuidados durante o inverno ajudam a preservar a saúde da pele, como evitar banhos muito frequentes ou com água excessivamente quente, manter os ambientes limpos para reduzir a presença de ácaros e observar qualquer alteração na intensidade da coceira.
Para auxiliar no controle da condição, a Zoetis conta com terapias inovadoras e referências no tratamento da coceira: Apoquel®, medicamento oral que promove alívio rápido da coceira e da inflamação em cães, com efeito a partir de 1h; e Cytopoint®, terapia injetável que proporciona alívio prolongado da coceira e redução das crises alérgicas em cães, por até 8 semanas.
“Muitas pessoas acreditam que a coceira faz parte da rotina do cachorro, mas ela não deve ser encarada como algo normal quando é frequente e causa desconforto. Quanto mais cedo o responsável procurar orientação veterinária, mais rápido será possível controlar a doença, interromper o ciclo da coceira e proporcionar mais conforto e qualidade de vida ao cão”, finaliza a médica-veterinária.
















