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Aquarismo um mercado que precisa ser notado

Aquarismo um mercado que precisa ser notado

Mirela Luiz

Os dados são tão contrastantes quanto as cores dos peixes de aquário. Para se ter uma ideia, enquanto países como China são ávidos em pedidos de patentes no setor, com milhares de registros, a participação do Brasil no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) não passa de algumas dezenas. Segundo informações do International Trade Centre de 2016, Singapura fatura por ano U$ 44.205 mil em exportação de peixes ornamentais – o pequeno país asiático ocupa a liderança no ranking.

Em contrapartida, o Brasil ocupa apenas o 13º lugar, com U$ 6.570 mil em exportações. Esses e outros números foram apresentados pela Embrapa no terceiro dia do AquaCiência 2018.

O Portal da Embrapa (2018) diz que o Brasil ocupa apenas o 13º lugar, com U$ 6.570 milhões em exportações. Já o Portal da APEX diz que o Brasil tem hoje 725 espécies liberadas para comercialização, das mais de 4 mil catalogadas na fauna local. Cerca de 42% das exportações brasileiras vão para Ásia, 37% para a Europa e 20% têm como destino a América. Os maiores importadores do Brasil são Japão, EUA e Alemanha.

O mercado interno por sua vez possui números subdimensionados. Segundo os dados mais recentes do Instituto Pet Brasil (IPB) levantados em 2020, a quantidade de peixes ornamentais no país cresceu 2,6% em número de população, de 19,4 milhões para 19,9 milhões de animais, enquanto o número de cachorros chega a 55,9 milhões e o de gatos, 24,7 milhões. Para muitos pesquisadores esses números estão subdimensionados, já que há naturalmente uma difi-culdade muito maior de se calcular o o número de peixes ornamentais o que possivelmente faz com que essa quantidade seja bem maior.

De acordo com o IBGE, 11 milhões de brasileiros têm aquários em casa. Os produtores precisam de licenças da secretaria da Aquicultura e Pesca, e licenças ambientais estaduais. Dois Estados disputam a liderança na criação, Minas Gerais e Ceará.

O mercado global de peixes ornamentais deverá crescer, entre 2019 e 2024, com uma CAGR (taxa de crescimento anual composta) de mais de 7,85%, em termos de va-lor. A previsão é que alcance cerca de US$ 6,2 bilhões até 2024. Com proibições crescentes de manter animais domésticos como cães e gatos em apartamentos, os aquários se tornaram uma característica importante da decoração das casas. Os dados são da techsciresearch.com.

O fascínio em observar a beleza dos peixes é algo antigo, que nos transporta para um passado remoto. Por volta de 3.000 a.C., às margens dos rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia, os sumérios tinham o hábito de construir açudes para alimentação. Suas observações sobre como o nado dos peixes podia ser terapêutico acabaram sendo extremamente pioneiras.

Foram os egípcios, entretanto, que acabaram elevando o hábito de criar peixes a um novo patamar. Primeiramente, por volta de 1.700 a.C., eles criaram uma espécie de tanque de argila cozida com frente de vidro – o embrião dos aquários modernos, a fim de observar o comportamento dos peixes.

Se os sumérios e os egípcios tiveram papel fundamental, foram os chineses quem realmente popularizaram esse hábito. Foi na Dinastia Ming que o aquarismo ganhou corpo, se consolidando como uma febre.

Já aqui no Brasil, influenciados pelos franceses, os brasileiros começaram a aderir ao aquarismo por volta do final do século XIX, ainda que um relato escrito pelo jesuíta português Padre Fernão Cardim, sobre um tanque para manter peixes construído na Bahia, date de bem antes, mais precisamente de 1583.

A 1.ª Mostra de Aquários na Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922, organizada pelo aquarista Rolff Brocca foi o marco para o mercado aquarista brasileiro. O sucesso foi tamanho que ali o aquarismo começou a florescer cada vez mais no País.

No mundo, a população de peixes ornamentais (em aquários) é maior do que a de cães e gatos (são quase 650 milhões de peixes para menos de 500 milhões de cães). Aqui no Brasil, como foi dito, ainda está aquém esse mercado, falta muita informação sobre esse setor que pode crescer e muito, já que a tendência da sociedade atual é cada vez menos ficar em casa, mas sem abrir mão de ter um pouco da natureza e afeto para seus lares.

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