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Os felinos ganham o coração dos brasileiros nos últimos anos

Os felinos ganham o coração dos brasileiros nos últimos anos

Mirela Luiz

A presença de gatos aumentou em 8% nos lares brasileiros, de acordo com o censo realizado pelo Instituto Pet Brasil.

Os números apontam que, se a curva de crescimento continuar seguindo em ritmo acelerado, é possível que a população felina supere a dos cães como animais de estimação no Brasil. Em países como Estados Unidos e Rússia, essa tendência já é uma realidade.

Mas o que chama atenção é que ainda pouco se sabe sobre a origem dos gatos. Em julho deste ano, foram encontrados vestígios de ancestrais dos gatos domésticos em cavernas polonesas, aumentando a complexidade da história evolutiva dos pequenos felinos. Estudo divulgado pelo National Geographic Brasil indica que ao migrarem para Polônia há cerca de seis mil anos, os homens trouxeram, sem perceber, gatos selvagens, o antepassado do gato doméstico.

Naquele período, os gatos viram na convivência com os humanos a oportunidade de encontrar comida facilmente, já que o desenvolvimento agrícola também atraiu roedores. “Diferente dos cães, os gatos são animais carnívoros que necessitam de quantidades maiores de proteína. Os felinos têm paladar exigente, buscando sempre alimentos mais frescos com palatabilidade e odor agradáveis. Por isso é importante oferecer variações nas versões secas e úmidas, respeitando as particularidades dessa espécie”, comenta Fernanda Duran, veterinária da Mars Petcare.

Fernanda complementa que os produtos da Mars Petcare são desenvolvidos com embasamento científico e que os portfólios buscam trazer opções diversificadas para atender aos gostos dos felinos. “O portfólio de Whiskas, por exemplo, oferece essa diversificação de texturas – com soluções de alimento seco, sachês, petiscos, além da ampla gama de sabores, tudo pensado em agradar o paladar tão característico dos gatos”, diz.

Além do paladar seletivo, os felinos ainda reproduzem alguns comportamentos do passado: quando se debruçavam sobre rios e lagos para matar a sede, os bichanos usavam a água como espelho para monitorar possíveis predadores à espreita. Por isso gatos não bebem água se o bebedouro estiver posicionado em locais sem rota de fuga ou que dificulte a percepção do ambiente.

Historicamente, a vida em grupo é comum na Natureza, pois oferece vantagens como proteção e procriação. Ao contrário de outras espécies felinas, como o leão, os gatos selvagens aderiram à vida solitária, pois os benefícios da coletividade não compensavam ter que dividir suprimentos. O territorialismo dos felinos, que perdura até hoje, é fruto de anos em que a competição entre esses animais por alimento era acirrada.

A independência dos bichanos, vista por muitos como praticidade na convivência doméstica, também é resultado de seus hábitos de caça – no processo de domesticação, eles não dependiam de humanos para prover comida. Apesar da fama de antissociais adquirida ao longo do tempo, diretamente ligada ao comportamento independente, a verdade é que os gatinhos conquistaram seu espaço nos lares brasileiros e, conforme as projeções, vieram para ficar.

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