Com o frio batendo em quase todas as cidades brasileiras, surge mais uma preocupação: como proteger os animais de estimação? Muitos pensam que, por terem pelos, os pets não sofrem com temperaturas baixas, mas a especialista Luana Sartori, veterinária responsável pela Monello Select, da Nutrire, alerta a necessidade de o lojista ou banhista que tem contato direto com o tutor, desmitifique essa teoria e mostre que cães e gatos podem ficar doentes se não forem aquecidos em dias com vento, chuva e frio.

Negócios Pet: Animais podem pegar gripe?

Luana Sartori: Sim, eles também ficam resfriados e os sintomas são bem parecidos com os da gripe nos humanos. Espirros, falta de apetite, secreção ocular e nasal e febre podem ocorrer. Além disso, quando estão gripados, os animais ficam apáticos, sem vontade de brincar ou interagir com seus tutores. Muito embora eles possam ficar gripados em qualquer estação, o Inverno é sempre mais perigoso, principalmente para os animais que dor mem nos pátios das casas. Filhotes e idosos também sofrem mais com o frio e estão bem mais suscetíveis às doenças respiratórias.

 

NP: Como ajudar o tutor a identificar se seu pet está com frio?

LS: Vários sinais podem indicar que o pet está com frio. O animal busca lugares quentes, como os cantinhos da casa, por exemplo. Eles costumam ficar enroladinhos no próprio corpo, os focinhos e orelhas ficam gelados. Os gatos procuram as cobertas para se aquecer. Os felinos com acesso à rua estão mais propícios ao frio. Esse, sem dúvida, é o principal fator de risco para a saúde e segurança dos gatos de rua.

 

NP: O tutor deve colocar roupas em cães e gatos?

LS: A resposta é: depende. Cachorros são mais tolerantes, mas os gatos realmente não gostam de roupinhas, com algumas exceções. É preciso analisar com bom senso, pois o que pode ser bonitinho para as pessoas, pode ser desconfortável ao extremo para o pet. Cachorros mais velhos e filhotes se adaptam melhor ao uso de roupas. Para os animais idosos ou com pelo curto, que sentem mais frio, as roupinhas são uma boa opção. No mercado há vários tipos de tecidos que ajudam a combater o frio, mas alguns pets podem ser alérgicos, esse cuidado é essencial que você frise para seu cliente, é preciso orientá-lo a ter cuidado ao escolher o tipo de roupa. Se tiver um veterinário vinculado ao estabelecimento, converse com ele. No caso dos dias atuais, faça chamada de vídeo com o profissional antes de vender qualquer produto.

 

NP: E se o cachorro dorme no pátio?

LS: A primeira coisa quando for orientar o tutor que tem essa situação é solicitar que ele garanta uma casinha com cobertura e cobertor para o pet, nunca em espaço aberto. Proteger a cama do cão colocando revestimento de borracha ou estrado, evitando o contato direto com o chão, também é uma ótima solução.

 

NP: Apesar de ter um banho e tosa no meu estabelecimento, devo indicar a diminuição de frequência do banho?

LS: Se for possível, sim. Principalmente por estarmos em quarentena e muitos não se sentirão à vontade para se deslocarem até a pet shop. Além disso, caso o tutor for dar banho em casa, indique banhos com água morna, além de enfatizar que a secagem é muito importante. O pet não pode ficar molhado e não se deve sair com ele após o banho. Espere, no mínimo, 30 minutos. Nesses tempos de quarentena, os passeios devem cessar. Se o animal precisa sair para as necessidades fisiológicas, evite locais com aglomeração de pessoas. No retorno do passeio, lave as patinhas com água e sabão, explica. Nos gatos, aumente a frequência da escovação. Com o frio eles se lambem mais e, consequentemente, engolem mais pelos que podem prejudicar o estômago. A indicação é que o tutor escove o pet três vezes por semana.

 

 

 

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