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A letal toxina do Boxfish

O Boxfish é um peixe marinho incomum, pertencente à família Ostraciidae, de hábito alimentar onívoro, cuja aparência é bastante intrigante.

Eles se parecem com um cubo e apresentam algumas protuberâncias em sua morfologia. Algumas espécies são mais inusitadas e possuem chifres proeminentes que lhe dão charme e despertam certo tom de agressividade.

A sua estrutura excêntrica não é a sua única qualidade. O modo como se movimenta enche os olhos de qualquer aquarista. São incrivelmente encantadores e parecem pairar sob as águas dos aquários com suas nadadeiras ágeis e transparentes. Sua habilidade natatória é surpreendente e lhe dá oportunidade para executar incríveis manobras.

Há quem perceba outras qualidades além da aparência e habilidade de locomoção, como, por exemplo, a simpatia e a capacidade de interação. É possível notar os seus pequenos e surpreendentes jatos de ar que são disparados na água, pois em seu ambiente natural esse comportamento permite que o peixe-vaca desfrute das suas presas que estão recobertas de areia.

Os peixes-vacas parecem saudosos companheiros aquáticos, mas muita atenção deve ser dada à criação destes peixes antes de colocá-los junto com outras espécies, pois é digno de uma característica nociva e nada desejável em virtude de sua capacidade de liberar toxinas na água.

A ostracitoxina letal pode ser liberada devido a qualquer fator estressante que acometa estes peixes, como lesões na pele ou em situações que despertem o seu estado de alerta, sentindo-se ameaçado ou em qualquer condição de estresse, risco ou predação. Após liberação de seu veneno, algumas bolhas e um pouco de espuma podem ser observadas na superfície do aquário (Ulrich, 2003). Esse fato pode ser letal a outras espécies que estejam em conjunto com os Boxfishes.

Embora exista o risco, esta não deixa de ser uma das vastas peculiaridades que tornam esse peixe tão fascinante. Portanto, é necessário estudar o manejo, a fim de se obter a melhor maneira para lidar com a toxina e garantir o bem-estar e convívio dos Boxfishes com as demais espécies e de proporcionar maior tranquilidade aos aquaristas durante a sua criação.

Amanda Fernandes é graduanda em Zootecnia, Unesp-Jaboticabal. Setor de desenvolvimento na empresa Poytara.

 

 

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