Verão e Ferias

Verão e férias

Por: Mirela Luiz

Uma combinação que exige cuidados especiais com os pets

Ao longo de 2020, uma das mudanças no comportamento das pessoas está relacionada tanto com a frequência como a maneira que escolhem para se locomover.

Certamente, em meio aos riscos decorrentes da pandemia do novo coronavírus, muitas viagens passaram a ser realizadas de carro.

Essa postura é reflexo de que a maioria preza pelo sentimento de segurança e proteção de seus familiares. Em julho do ano 2020, uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência revelou que as pessoas (30%) pretendiam usar mais o carro particular. E, segundo a Abav (Associação Brasileira das Agências de Viagens), o hábito de realizar viagens de carro com a família vai se tornar mais recorrente.

Diante deste cenário, é comum que os tutores optem por levá-los em viagens e passeios de carro. Sem dúvida, é uma das maneiras que se encontrou de aproveitar todo o tempo com eles, pois muitos são tratados como membros da família e merecem todo o carinho.

A médica-veterinária Thaís Matos, que atua na área de Confiança e Segurança da DogHero, explica que ao levar o pet em um automóvel é importante estar atento a vários detalhes. “A segurança de todos é o ponto em questão. O bem-estar do animalzinho também deve ser levado em conta. É preciso garantir que o pet tenha os devidos cuidados durante uma viagem de carro”, recomenda. Confira algumas dicas da especialista para viajar de carro com o pet:

 

Use o cinto de segurança

Sim! Essa regra também se aplica aos pets. Nada de deixar o bichinho solto durante a viagem, mesmo que ele seja superobediente. Pode ser perigoso, tirar a atenção de quem dirige e o condutor pode ainda ser multado. Portanto, use o cinto de segurança para cães, que foi desenvolvido especialmente para isso. O equipamento funciona como um extensor, pois é fixado no fecho do cinto do carro e ao peitoral do seu animal de estimação (ao mesmo tempo). Para os gatos, as caixas transportadoras promovem conforto e segurança e também precisam ficar presas no cinto de segurança. Uma dica para que o felino se sinta confortável com o “novo lar”, é adquirir a caixa transportadora para gatos um pouco antes da viagem e colocar o cobertor e os brinquedos dele dentro. Com isso, ele sente que
a caixa transportadora é um local seguro e agradável e, dessa maneira, evita-se qualquer agressividade ou outra reação do seu animalzinho.

 

Sempre no banco de trás

Sem dúvida! No banco traseiro do carro o animal de estimação estará muito mais seguro. Outra coisa que vai deixar o cãozinho mais tranquilo e confortável durante o trajeto é colocar a caminha dele no banco do carro.

 

Temperatura nem quente nem fria

É preciso orientar sobre esse cuidado, pois o pet pode ficar incomodado e espirrando, se a temperatura no interior do veículo estiver muito fria. Portanto, ao viajar de carro, esse item precisa ser verificado para que ele se sinta bem durante o trajeto. Desta maneira, caso possua ar-condicionado no carro, é ideal que o tutor procure deixar a temperatura neutra, ou seja, nem quente nem fria.

 

Janela do carro sempre fechada

Sabemos que os cachorros amam ficam espiando e tomando aquele vento durante o passeio de carro, mas isso pode trazer consequências tanto em relação à segurança como à saúde do animal de estimação. Pode dar dor de ouvido no cãozinho e prejudicar a audição, além de causar irritação nos olhos dele. Além disso, não é nada seguro para o tutor e o seu pet, pois ele pode se machucar. Ainda tem o risco de acidentes, se o condutor do veículo não estiver concentrado no trânsito.

 

Capas protetoras pet para carro

Isso pode ser uma dica boa para seu cliente para tornar o passeio de carro com o animal de estimação muito mais agradável. São confeccionadas em tecido, para deixar o pet todo confortável e os modelos impermeáveis conferem segurança, além de não deixar o cãozinho escorregando no banco e protegem as portas do carro.

 

Consulta ao veterinário

Para garantir ainda mais a segurança do pet na viagem de carro é fundamental que um profissional veterinário seja procurado. O especialista irá verificar se está tudo bem com o animalzinho e indicará a melhor maneira de transporte para garantir o máximo de suavidade para o pet durante o percurso. Na consulta é importante orientar o tutor a levar a carteira de vacinação (mesmo que esteja em dia) e informar alguns fatores, como a distância que será percorrida. Alguns pets costumam enjoar durante viagens de carro, portanto o veterinário poderá recomendar o medicamento e a dosagem correta.

Nenhum tipo de remédio deve ver recomendado ao animalzinho sem a prescrição de um médico-veterinário. Somente o profissional está habilitado para indicar o remédio correto que irá amenizar o desconforto do pet durante a viagem. Existe hoje, em algumas localidades, a opção de contratar veterinários sem precisar sair de casa. Os pets exigem cuidados como vacinas, visitas regulares ao veterinário, coleira, alimentação, entre várias outras coisas. O animalzinho pode ainda ter necessidades especiais (não enxergar, por exemplo, ser idoso) ou sofrer de uma doença e necessitar de tratamento, por isso é importante e seguro para todos a consulta antes da viagem.

É importante aprender a driblar os efeitos do calor para que não ocorra desidratação e nem hipertermia (aumento da temperatura corporal) nos cachorros.

A maioria dos cães adora sair ao sol e brincar com seus pais e mães ao ar livre, mas as altas temperaturas podem ser prejudiciais e a desidratação pode levar a uma série de problemas de saúde graves. A perda de elasticidade da pele e a xerostomia, condição que faz com que as gengivas percam a umidade e fiquem secas e pegajosas, são alguns dos sinais que podem indicar que o pet não está adequadamente hidratado. Jade Petronilho, médica-veterinária e coordenadora de conteúdo da Petlove, listou alguns sinais para os tutores ficarem de olho:

  •  Respiração ofegante
  • Cansaço/Letargia (baixa energia)
  • Olhos fundos
  • Falta de apetite
  • Saliva espessa
  • Gengivas “pegajosas”
  • Desmaio
  • Vômito e/ou quadros de diarreia

Caso o cão mostre sinais de desidratação, é necessário fornecer a ele bastante água e procurar rapidamente um médico-veterinário, que dará todo o suporte necessário para hidratar o pet e restaurar a saúde sem que a questão tenha efeitos duradouros.

 

Como manter o cachorro hidratado

  • Passeios: Lembre-se de não passear com os peludos em períodos do dia com maior incidência dos raios solares (entre 10h e 16h). Como eles ficam bem perto do chão, o calor tende a ser muito maior do que o marcado pelos termômetros e isso pode causar sérios danos, inclusive queimadura em suas patinhas.
  • Alimentação: Alimentos como sachês e latinhas são bem interessantes e podem ser uma opção para o Verão. As rações úmidas são uma alimentação completa, com a vantagem de ter entre 60% e 80% de umidade, o que melhora o funcionamento do trato urinário e ajuda na hidratação. Alimentos frescos como legumes e algumas frutas também são alternativas.
  • Produtos para aliviar o calor tornaram-se um diferencial nas gôndolas das pet shops: os tapetes gelados viraram uma verdadeira febre entre cachorros e tutores. Eles possuem diferentes modelos, mas todos funcionam por meio da pressão que o peso do pet faz. Como são bem maleáveis, são ótimos para acompanhar os pets pelos cantos da casa, inclusive nas viagens.
  • Água: Manter sempre os bebedouros limpos e com água fresca. Até umas pedrinhas de gelo são liberadas no Verão, e não se esqueça de levar a garrafinha de água sempre com vocês em passeios. Ao manter o cão devidamente hidratado, os riscos de desidratação e suas consequências são reduzidos. A longo prazo, os riscos incluem danos a órgãos como os rins, cérebro e uma série de outras complicações.

É importante ressaltar ao seu cliente que é possível sim curtir o Verão de forma saudável e feliz com seus filhos de quatro patas ao seguir essas dicas e mantê-los hidratados.

 

 

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