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MARÇO AMARELO – Doenças renais são as mais comuns em gatos

Mirela Luiz

Visando conscientizar a população sobre o diagnóstico precoce de doenças renais, a campanha Março Amarelo reforça, durante todo o mês, a importância de levar os gatos a um profissional especializado, para evitar o agravamento de doenças progressivas e incuráveis.

As doenças renais são as mais comuns em gatos. A situação está relacionada com a origem do animal e as mudanças de hábitos ocorridas com a domesticação. “Os gatos são originários de locais secos e com pouca água. Em consequência disso, a capacidade funcional renal é maior do que de outras espécies. O problema é que, ao mudar a dieta do felino e oferecer a ração seca, diminui-se a ingestão de água, favorecendo o desenvolvimento de problemas de trato urinário”, explica Vanessa Zimbres, médica-veterinária especializada em medicina felina.

A profissional reforça ainda que, mais do que focar nos rins, quando se fala em doença renal, na verdade, trata-se de todo o sistema urinário e a prevenção é iniciada logo na consulta pediátrica, com orientações ao tutor. “É importante investigar, principalmente, com exames de imagem, urina e o de sangue, já que o filhote já pode ser um doente renal crônico. O diagnóstico precoce é importante, pois são doenças progressivas e irreversíveis. Se o animal manifestar sin-
tomas ou já entrar em quadro de insuficiência, o máximo a ser feito é um tratamento de suporte para o resto da vida, controlando os sinais clínicos que não vão ser curados”, afirma.

PREDISPOSIÇÃO E CUIDADOS

Há raças predispostas ao desenvolvimento de doenças renais. Nas raças Persa e Exótico, por exemplo, existe a doença do rim policístico, que é dominante. “São cistos que destroem o órgão. No mínimo, 75% da ninhada vai desenvolver ou nascer com a doença. Os gatinhos que já nascem com os cistos, costumam ter uma sobrevida baixa, de 5 a 8 anos. Nessas raças, o exame de ultrassom é fundamental. Além disso, se houver o cruzamento de um gato sem raça definida com um de raça portador do gene, os filhotes também vão herdar a doença”, alerta.

A médica-veterinária orienta ainda que os cuidados com a alimentação e o checkup são fundamentais para manter a saúde dos rins em dia. “Antigamente achava-se que a alimentação úmida era a causa de problemas renais por ser rica em sal e gordura, mas, na verdade, o alimento úmido é o ideal para os gatos, pois hidrata o animal e ajuda no funcionamento dos rins. Além disso, caso o gato tenha diagnóstico positivo para doenças renais, é importante o acompanhamento periódico semestral ou a cada 3 meses, além de um checkup a partir dos 7 anos de idade”, esclarece.

SINAIS SILENCIOSOS E CONSCIENTIZAÇÃO

Uma causa comum e silenciosa é a intoxicação por lírios. “A coabitação de um gato em um ambiente com lírios é prejudicial. Não precisa ingerir. Só de aspirar, encostar ou lamber o pólen, acaba com os rins”, alerta.

Vanessa compartilha uma série de situações que podem desencadear uma doença renal crônica. “Qualquer lesão que o rim venha a sofrer ao longo da vida é o suficiente para desencadear doença renal crônica. Por exemplo, uma medicação que o gatinho tomou, foi excretada e lesionou o rim, anestesia, cirurgia, áreas de infarto renal, de calcificação, acúmulo de gordura, baixo consumo de água que favorece a concentração da urina, formando cristais e pedras, cálculo dental, inflamação na gengiva, cardiopatia, hipertensão, entre outras situações. Os rins trabalham o tempo todo desintoxicando o organismo, então qualquer lesão e morte de célula renal, vai sobrecarregar as células remanescentes”, enumera.

Sendo assim, o Março Amarelo visa conscientizar sobre uma doença que uma hora vai aparecer, por isso a importância do diagnóstico precoce, de modo a fornecer condições ideais de hidratação, alimentação e suplementação para que o rim sofra as lesões com menos intensidade.

“Nosso objetivo é diminuir a lesão, estendendo o tempo sem sinal clínico da doença. Exame de sangue é diagnóstico tardio de problema renal. Para saber como o rim trabalha, precisa saber como eles estão, por meio do exame de urina.

O animal não fala, os exames falam por eles, e como o rim dos gatos são diferentes, o veterinário especializado é quem vai ter condições de interpretar o exame e diferenciar o que é normal no cão e não é normal no gato. Alguns gatos que precisam de tratamento não estão recebendo de forma adequada, por acharem que só mudar a ração é o suficiente. Então, se há problema renal no gato, é imprescindível consultar com um especialista”, finaliza.

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