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Mercado veterinário Instituto Pet Brasil aponta crescimento na oferta de vaga de emprego no setor

Mercado veterinário Instituto Pet Brasil aponta crescimento na oferta de vaga de emprego no setor

Com base nos números do 1º trimestre deste ano, setor deve chegar a R$ 46,5 bilhões em faturamento. Pet shops pequenas e médias representam praticamente metade de toda movimentação.

O levantamento do Instituto Pet Brasil projeta o valor total do ano com base no 1º trimestre e representa uma alta de 13,8% em relação à movimentação do ano passado.

Pet food, isoladamente, deve representar R$ 24,8 bilhões ou 53% do faturamento. Em seguida vem a venda de animais de estimação diretamente dos criadores, movimentando R$ 5,6 bilhões (12% do faturamento, alta de 16% em relação a 2020); produtos veterinários (R$5,3 bilhões, 11% do faturamento do mercado, alta de 12%); serviços gerais (R$ 4,6 bilhões, 10% do mercado e 10% de crescimento); serviços veterinários (R$ 4,6 bilhões, 5,9% do mercado e 18% de crescimento) e produtos de higiene e bem-estar animal, o pet care (R$ 2,7 bilhões, 5,9% do mercado e 18% de crescimento).

“Os números atualizados apontam que, mesmo com as dificuldades impostas pela crise que veio junto da pandemia, as famílias não deixam de cuidar de seu pet, mesmo que esse núcleo familiar seja composto apenas de uma pessoa que mora comum animal de estimação”, comenta o presidente-executivo do IPB, Nelo Marraccini. “Dessa forma, acreditamos que o consumidor deve continuar, ao longo de 2021, a oferecer esses produtos que são em grande
parte produzidos pelo Brasil e para os pets brasileiros. A rede varejista é ampla, e é caracterizada pela alta capilaridade, e obteve caráter essencial para as famílias durante esse período tão delicado em que enfrentamos a Covid-19”.

Canal de acesso

Pet shops pequenas e médias continuam a ser o principal canal de acesso aos produtos, representando praticamente metade de todas as vendas do setor (48,1%); seguidos por clínicas e hospitais veterinários (17,9%); agrolojas (10,2%); varejo alimentar (9%); pet shops de grande porte (7,3%); e-commerce (5,2%); e outros como clubes de serviço, lojas de conveniência, entre outros (2,3%). Como destaque, o comércio eletrônico também continua a crescer, indicando uma mudança progressiva de hábitos das famílias que possuem pet em casa. Em 2020, esse canal de acesso representou 4,6% das aquisições de produtos, mas cresceu isoladamente 25% em relação a 2019.

Número de empresas

Em 2020, a quantidade de empresas do setor pet brasileiro ultrapassou 272 mil estabelecimentos, sendo 62,1% presentes nas cadeias de distribuição, que compreendem pontos de vendas como pet shops, consultórios e clínicas veterinárias, agrolojas e o varejo de alimentos. O restante dos estabelecimentos é composto por indústrias (0,2%) e criadores (38,6%).

Isoladamente, o varejo pet especializado registrou um estoque de mais de 40 mil estabelecimentos no Brasil. Dentre esses, a maior parte está na categoria de pet shop do tipo loja de vizinhança (80,5%), que se caracteriza por apresentar faturamento médio de R$ 60 mil a R$ 100 mil, possuir até quatro funcionários e oferecer cerca de 30% de cobertura do mix de produtos pet.

Faturamento 2020

O mercado pet brasileiro concluiu o ano de 2020 com um faturamento de R$ 40,8 bilhões. Os números mantêm o Brasil como um dos principais mercados pet do mundo. O país permanece no top 10 do ranking mundial, porém caiu para a 7ª colocação em virtude da desvalorização do câmbio, ficando atrás do EUA (1º), China (2º), Reino Unido (3º), Alemanha (4º), Japão (5º) e França (6º). O crescimento em relação a 2019 foi de 15,5% no faturamento.

Censo pet

A estimativa para 2020 indica que a população pet no Brasil é de aproximadamente 144,3 milhões de animais. O levantamento aponta um crescimento de 2% em relação a 2019. Em todo o mundo, as estimativas apontam que seja de quase 1,7 bilhão de animais. Dentre esses, destaca-se a população de gatos que cresceu 3,1% frente a 2019.

Emprego

Cresceu o número de postos de trabalho no setor pet em 2020, mesmo com os desafios impostos pela pandemia. Os mais de 2,7 milhões de empregos representam um crescimento de 13% em relação aos números calculados pelo Instituto Pet Brasil em 2019, quando o número de vagas era de 2,4 milhões.

Os criadores representam cerca de 2,3 milhões de postos de trabalho. Varejo 260 mil; comércio especializado 90 mil; e a indústria representa 63mil vagas. De acordo com o IPB, esses dois últimos segmentos são indicadores importantes, porque representam as áreas com maior qualificação e formalização. Nesses dois segmentos o crescimento em relação a 2019 foi de 8% em média.

A entidade explica que foram categorizados como serviços especializados atividades que possuem registro no CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária). Nesse sentido, em 2020, o segmento em destaque contava com clínicas (64%), seguido por consultórios (23%), hospitais veterinários (9%) e pet shops (4%).

Ao olharmos para os serviços técnicos e especializados, é possível identificar a distribuição desses empregos, dentro das categorias mapeadas, e observar como o mercado pet é diversificado, não só nos seus produtos e serviços, mas também nos empregos gerados.

“É importante levar em conta que o setor pet obteve um reconhecimento no ano passado, ao ser considerado essencial para o comércio e para a sociedade brasileira. Por isso, as empresas seguiram os protocolos sanitários, e a população pôde adquirir os produtos que são importantes para saúde e bem-estar dos pets. Mas, além disso, houve um maior interesse entre as famílias de adquirir ou adotar um animal, em um momento de tantas incertezas e angústias. Por isso, também, os criadores observaram números de crescimento. Toda essa movimentação apenas comprova como os pets são parte da família, e que essa relação entre humano e animal é benéfica para ambos”, comenta o presidente-executivo do Instituto Pet Brasil, Nelo Marraccini.

Em 2020, a quantidade de empresas do setor pet brasileiro chegou a 272 mil estabelecimentos, sendo 62,1% de cadeias de distribuição, que são pontos de venda como pet shops, consultórios e clínicas veterinárias, agrolojas e o varejo de alimentos. O restante dos estabelecimentos é composto por indústrias (0,2%) e criadouros (38,6%).

Vale lembrar que, de acordo com dados do IPB divulgados mais cedo neste ano, o mercado pet brasileiro concluiu 2020 com um faturamento de R$ 40,8 bilhões. Pet shops de pequeno e médio portes (com até 19 funcionários) respondem a praticamente metade de toda a movimentação (48,4%, ou R$ 19,7 bilhões). Em seguida vêm as clínicas
e hospitais veterinários, com 17,9%, ou R$ 7,3 bilhões. Levando em consideração todos os segmentos, o valor
de fechamento do ano é 1,7% mais alto do que a última projeção divulgada, que contabilizava até o terceiro trimestre de 2020.

Os números mantêm o Brasil como um dos principais mercados pet do mundo. Até 2019, o Brasil oscilava entre terceira e quarta colocações no ranking de faturamento de vendas do setor pet no mundo, alternando de lugar com o Reino Unido. A queda para a sétima posição aconteceu em 2020 motivada pela alta do dólar, de cerca de 30% no último ano.

Os dez principais mercados do setor pet no mundo representaram 77% do total, com destaque para os Estados Unidos, que se mantém como o maior do mundo em vendas no varejo. Em 2020, respondeu por mais de 40% do total. O segundo lugar é a China, com 7,3% do mercado mundial em faturamento. O Brasil figura como sétimo principal mercado, com participação de 3,9%.

“Internamente, no Brasil, o setor pet já havia comprovado sua resiliência em 2020, quando crescemos 15,5% em faturamento durante o primeiro ano da pandemia. Mas podemos dizer com segurança que esse movimento aconteceu nos maiores mercados do mundo todo. É uma tendência global: os pets são considerados membros da família
e, por isso, as pessoas não cessam os cuidados básicos. Mesmo com um volume de bens do comércio internacional retraindo 5,3% no ano passado, comenta o presidente-executivo do Instituto Pet Brasil, Nelo Marraccini.

Os países que superaram o Brasil no faturamento em 2020 foram: Alemanha, França e Japão. Ao contrário do Brasil, tais países viram suas moedas se valorizarem frente ao dólar. O euro (Alemanha e França) apresentou valorização de aproximadamente 1,9%, enquanto o iene (Japão) registrou valorização de 2,1%.

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