Estou bem de vida… E daí?

Sua carreira é linda, você obteve o tal sucesso; sua empresa está bombando, você ganha muito dinheiro! Parabéns, mas a troco de quê?

Quanto você vive sua carreira em detrimento aos mais próximos? Quantas horas na semana são dedicadas a amigos, filhos, cônjuge, parentes, a sua espiritualidade, a sua saúde?

Como diz Ken Blanchard: “Feedback é o café da manhã dos campeões”.

Quantas vezes você perguntou aos seus mais próximos o que de fato eles acham de sua vida profissional e pessoal?

Os bem-sucedidos trabalham muito mais do que a média; nunca menos de 12 horas por dia, desde cedo e pelo resto de suas vidas. São muito focados, produtivos, resilientes, e amam o trabalho, odeiam feriados. Têm visão nítida de onde, como e com quem querem chegar. Planejam o futuro!

Raramente reclamam de ideologias governamentais. Apesar do governante e leis, tocam suas carreiras e empresas! São ligados em mil volts, por isto todos para ele/a parecem lentos. Amam a frase: “enquanto você vem com a farinha, eu já estou com o bolo pronto!”

Não têm paciência com “gente burra ou lerda”. Tendem a ser egocêntricos, muitos são egoístas. Mas conquistaram muito sucesso, lembre-se, porque têm as características “positivas” acima.

Eles têm a pirâmide de três andares, de Jürgen Habermas, invertida. O terceiro piso e teto é a profissão ou ofício, que só deve ser conquistada quando o primeiro pavimento for dominado, ou seja, o domínio do “eu”, e subsequentemente, o segundo, o domínio do “nós”, nesta ordem. A base da vida é dominar a si mesmo.

Como costumam não saber lidar bem consigo mesmo, nem com outros, usam a profissão como âncora, e tendem a subestimar, humilhar.

Qual o grande risco deles? De morrerem ricos e sozinhos. Porque gente de sucesso empresarial costuma ser inflexível, cheia de razão, de verdades absolutas, tende a ser arrogante e prepotente! E a grande maioria morrerá assim; eles não vão admitir que “causam” na família e empresa. Pedir desculpas, admitir erros, dar o braço a torcer é raro!

Costumam usar sua inteligência e poder, especialmente o dinheiro como ferramenta de manipulação familiar, de amigos e colegas, porque mexe com sua autoestima.

Você realmente curte ser agressivo? Ou talvez de causar medo nas pessoas, impor suas manias? Suas vontades devem prevalecer?

Você gosta mesmo de ser assim? Ou está na hora de crescer sua autoconsciência, espiritualidade?

Os poucos que percebem que podem ter um futuro melhor mudam a estrutura mental, seus conceitos, padrões, crenças; o que exige um processo contínuo, árduo, dolorido de profundas mudanças. Não basta força de vontade, como revela Benjamin Hardy em seu livro Força de vontade não funciona.

Poucos conseguem alterações profundas. Os estudos mostram levar mais de uma década para colher bons resultados. Eles vão viver sob a sombra do “seu passado o condena”. Significa que mudar exige tempo e nem todos “vão querer” enxergar. Mudar é complexo e traz felicidade pela maturidade alcançada.

Pergunte hoje aos que o cercam, o que pensam de seu dinheiro, da sua carreira ou empresa. Aliás, será que serão sinceros, ou para falar com você todos precisam “pisar em ovos”, “ter dedos”? Eles podem ter medo de você?

Marco Antonio Gioso CRMV-SP 5642

 

 

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