O mercado de saúde de animais de companhia

O mercado de trabalho para médicos-veterinários está em constante crescimento e o número de profissionais é cada vez maior. Aliás, para se ter uma ideia, o Brasil bate recorde em número de veterinários.

São mais de 80 mil profissionais ativos espalhados por todo o país. Além disso, segundo informações do CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), o mercado recebe cerca de cinco mil recém-formados por ano.

Com a expansão do agronegócio, o segmento desponta como um dos mercados de trabalho mais abrangentes no país. Um dos campos de maior empregabilidade na área é o setor de clínicas veterinárias para animais domésticos de pequeno porte (pets). Nas casas, o número de animais domiciliados já ultrapassa o de crianças. A população de animais domésticos também cresceu muito e o número de pet shops acompanhou. Pois, são mais de 40 mil estabelecimentos e este número não para de crescer. Porém, é importante ter em mente que o médico-veterinário possui atribuições que muitas vezes as pessoas não conhecem.

O mercado de trabalho para médicos-veterinários contempla áreas e atribuições que talvez pouca gente conheça. Os profissionais atuam não só na saúde animal, mas também na saúde humana. Isto é, são responsáveis pela avaliação e inspeção dos alimentos de origem animal que são destinados para consumo humano e participam de importantes pesquisas voltadas para o desenvolvimento de novas vacinas.

A Medicina Veterinária possui grandes perspectivas para o futuro. No total são mais de 80 áreas de atuação e as expectativas para os profissionais são extremamente positivas. O retorno financeiro também é animador. O CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) institui uma remuneração inicial para recém-formados a partir de seis salários mínimos. Baseando-se na estatística brasileira mais recente (2013), existem quase 200 milhões de pets no Brasil.

Essa população enorme gera um faturamento também impressionante para o setor: R$ 20 bilhões ao ano. Dentro desse mercado, ainda de acordo com ele, o segmento de saúde animal passou do 9º para o 1º lugar, onde circulam cerca de R$ 600 milhões anualmente. O nicho vem migrando da Medicina Veterinária curativa para a preventiva. Comparando com outros mercados, o de pets é maior do que o de casamentos e o do futebol.

O Brasil, segundo dados divulgados no início do último ano, possui 307 faculdades de Medicina Veterinária e 179 mil profissionais, dos quais 121 mil estão ativos. No Estado de São Paulo são 57 escolas, mais de 42 mil profissionais registrados, sendo 32 mil ativos. Para se ter ideia da dimensão desses dados, basta compará-los aos de outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, são apenas 31 graduações em Medicina Veterinária e 107 mil profissionais. O número de faculdades por aqui supera, ainda, o de toda a Europa, atualmente com 111 escolas.

Porém, muito mais importante do que a quantidade de cursos é a qualidade que eles possuem. E nesse contexto inclui-se a missão das instituições de ensino em expandir a visão dos alunos, fomentando inovação e olhar estratégico.

Para entender o comportamento do mercado veterinário de pequenos animais no Brasil, a Comac realizou a pesquisa Radar Vet 2018. Entrevistando veterinários e gestores de clínicas, consultórios e hospitais, descobriu-se que 73% dos estabelecimentos veterinários do Brasil são microempresas e 68% possuem atividade mista, ou seja, são clínicas ou consultórios com pet shop. Com essa configuração mista, além de propiciar uma oferta de serviço ampliada para o cliente, incluindo a venda de produtos como medicamentos e ração, o proprietário consegue ganhos efetivos e essa sinergia ainda favorece a profissionalização do negócio e a experiência de compra do consumidor.

Além do atendimento clínico oferecido, os estabelecimentos ainda têm agregado outros serviços que facilitam e otimizam a vida dos proprietários de animais. Atualmente, 74% das clínicas veterinárias já realizam exames de diagnóstico e 70% têm serviço de banho e tosa.

Ao procurar atendimento veterinário, o cliente tem preferência pelos locais onde possam acessar o maior número de serviços. Dispor de especialistas, atendimento de emergência e domiciliar num mesmo local são facilitadores para os clientes e um diferencial num cenário tão competitivo. Hoje, 83% das clínicas atendem especialidades, 79% emergências e 53% faz atendimento domiciliar.

A organização sem fins lucrativos, Michelson Found Animals, divulgou uma pesquisa sobre as tendências para o mercado pet em 2019. Nela, foi identificado que donos de animais que usam terapias alternativas tendem a querer o mesmo para os seus bichinhos.

74% dos tutores que usaram produtos à base de CBD e cânhamo também fizeram tratamentos com a mesma substância com os pets para melhorar questões médicas e comportamentais específicas (68%), cuidados preventivos (39%) e como parte de um plano geral de assistência médica (38%).

 

 

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