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Com família Jereissati como sócia, Petland acelera franquias de bairro e evita online

O que fazer quando seus concorrentes maiores se unem em uma fusão e ganham poder de fogo nas negociações com fornecedores, como ocorreu com Petz e Cobasi?

Para a Petland, seguir em frente focada na própria estratégia foi o caminho escolhido, o que na prática significa atrair pequenos comerciantes do mercado de bem-estar de animais de estimação e convencê-los a seguir seu modelo de franquias.

    A estratégia tem se mostrado eficaz. Desde o anúncio Petz-Cobasi há pouco mais de um ano, a Petland viu crescer em 25% a busca por franquias da rede.

    Um dos trunfos da Petland é ter a bilionária família Jereissati como sócia do negócio. Inicialmente, o clã cearense, originário do Ceará e com atuação em diversos setores, de shopping center a bebidas, possuía 20% do capital da companhia, por meio da Cadonau Investimentos, family office do grupo empresarial.

    “A família Jereissati é uma investidora importante na estrutura societária. Eles detém hoje quase 30% da companhia. O meu grupo vem com outros 30%. O restante é formado por outros investidores que entraram ao longo do tempo”, disse o CEO da Petland, Rodrigo Albuquerque.

    A Petland opera hoje em mais de 80 cidades, em 20 estados do Brasil, com maior concentração em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, segundo o executivo. São 150 lojas, quase a totalidade de franquias. Apenas quatro são próprias (capital paulista e Santos, litoral).

    A Petland é o quarto maior player do mercado pet do país, atrás apenas da líder Petz, da Cobasi e da Petlove, segundo Albuquerque. Com a fusão encaminhada, Petz e Cobasi devem somar quase 500 lojas. Em terceiro está a Petlove, que atua mais no e-commerce e possui apenas 13 operações físicas.

    A fusão entre Petz e Cobasi foi aprovada pela Superintendência-Geral do Cade no dia 3 de junho sem restrições, apesar do questionamento oficializado pela Petlove, que apontou risco à competição da união entre as duas maiores do mercado.

    “Desde que a fusão foi anunciada em abril de 2024, tentamos olhar para frente. Nossa visão não é da lamentação, mas de buscar oportunidades com esse movimento. E uma delas é ajudar o pequeno lojista”, afirmou o CEO da Petland.

    O que fazer quando seus concorrentes maiores se unem em uma fusão e ganham poder de fogo nas negociações com fornecedores, como ocorreu com Petz e Cobasi? O segmento pet ainda é bastante fragmentado no Brasil, com a natureza familiar de gestão e foco no varejo de proximidade, ou seja, um atendimento mais personalizado, restrito à pequena comunidade, ao alcance de bairros.

    Ele estimou a existência de 50.000 lojas de pet shop no Brasil: buscar a conversão delas em unidade da Petland é a principal avenida de crescimento da companhia.

    “Quando o e-commerce faz uma promoção agressiva, ela tira o mercado do pequeno. Quando os supermercados aumentam a fatia de pet dentro das gôndolas, isso tira o mercado do pequeno empreendedor. Portanto está todo mundo batendo no pequeno”, argumentou Albuquerque.

    Em resposta a essa situação, ele propõe aos interessados a abertura de uma franquia da Petland. A conversão de bandeira representa um investimento a partir de R$ 50 mil a R$ 100 mil, valor referente à taxa de franquia e adequações necessárias, como mudança de fachada, identidade visual, adoção de sistemas e tecnologia.

    “Se o empreendedor quiser partir do zero, com uma loja pequena da Petland, de 50 metros quadrados, o investimento inicial é de R$ 200 mil”, disse o executivo.

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