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Matéria na Íntegra – O perfil dos proprietários de pet no Brasil

Pesquisa inédita do Ibope Inteligência em parceria com o Instituto Waltham e especialista da USP mostra que os brasileiros são apaixonados  por cães e  gatos.

O Ibope Inteligência, em parceria com o Centro de Pesquisa Waltham – a principal autoridade científica em bem-estar e nutrição de pets – e o professor doutor Ricardo Dias, docente da Faculdade de Medicina Veterinária da USP (Universidade de São Paulo), realizou uma pesquisa inédita para estudar o padrão de comportamento do brasileiro na interação com seus pets, além de entender as principais barreiras para aqueles que, atualmente, não possuem animais de estimação, mas gostariam de adquirir um. A pesquisa foi encomendada pela Mars Brasil, líder no mercado de alimentação para cães e gatos com marcas como Pedigree, Royal Canin, Whiskas e Eukanuba.

O Brasil possui, atualmente, 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos, sendo que dos 65 milhões de domicílios do país 44,3% possuem pelo menos um cachorro e 17,7% pelo menos um gato, de acordo com dados do IBGE. A pesquisa Ibope Inteligência mostrou que a maioria dos brasileiros proprietários desses cães é homem, casado, mora com mais de uma pessoa e é de classe AB. Já os proprietários de gatos são, em sua maioria, mulheres, solteiras, de classe BC e que moram em apartamentos.

A pesquisa comprovou ainda a conexão emocional dos brasileiros com seus animais de estimação, assunto amplamente estudado por Waltham no mundo todo. Para o Centro de Pesquisas, os pets representam uma parte essencial da sociedade e fornecem um apoio valioso em facilitar a interação humana e os contatos sociais, além de proporcionar companhia. As evidências científicas têm demonstrado os inúmeros benefícios advindos dos pets, não só para os seus donos, mas também para a sociedade como um todo. Tese comprovada no Brasil por meio dos resultados da inédita pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência.

“Existem dados referentes ao comportamento do proprietário de cães e gatos publicados em outros países, mas no Brasil é a primeira vez que temos acesso a essas informações em nível nacional, reforçando a relevância social dos animais de estimação e contribuindo para inúmeras pesquisas acadêmicas realizadas hoje na Medicina Veterinária”, ressalta o professor Ricardo Augusto Dias.

 

Donos de cães 

A pesquisa mostrou que os proprietários de cães são, em sua maioria (51%), casados, têm em média 41 anos e 93% moram com mais de uma pessoa. Além disso, observou-se que 82% são de classe AB (na classe A são 24%), 59% moram em casas e 24% adotaram seus cães, sendo 59% deles SRD (sem raça definida).

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Dos entrevistados, 68% acreditam que os cães trazem conforto emocional e 44% veem seus cachorros como filhos, sendo que a maioria desses respondentes são mulheres solteiras de até 40 anos. Os donos de cães levam, em média, 2,8 vezes por ano seus cães ao médico-veterinário, sendo que 79% levam pelo menos 1 vez no ano para vacinação. A alimentação manufaturada foi apontada como a melhor opção para os cães, já que 95% dos donos optam por alimentação seca.

Na fase qualitativa da pesquisa, foram identificados três perfis de donos de cães: os pragmáticos, aqueles que possuem uma relação racional com seus pets; os envolvidos, no qual os cães podem frequentar apenas áreas sociais da casa; e os apaixonados, que possuem alto nível de envolvimento, apego e dedicação com seus pets. Os perfis predominantes entre os brasileiros são os envolvidos e apaixonados, dado reforçado na fase quantitativa, que mostrou que 64% dos entrevistados deixam os cães dormirem dentro de casa.

 

Donos de gatos

Em relação aos donos de gatos, a pesquisa mostra que 61% são mulheres, têm em média 40 anos e 62% moram em casas. Dos entrevistados, 48% acreditam que os felinos entendem o humor dos donos e 45% veem seus gatos como filhos, sendo a maioria desses respondentes mulheres solteiras de até 40 anos.

Na fase qualitativa, foram identificados três perfis de donos de gatos: os apaixonados, defensores da categoria, chamados de gateiros ou cat lovers; os resignados, aqueles que gostariam de ter cachorro, mas acabaram por ter gato; e os convertidos, aqueles que não pensavam em ter, mas foram influenciados por conhecidos e viraram fãs. Observou-se também que as características relacionadas aos gatos apontadas pelos entrevistados são mais voltadas ao que ele é e menos ao que ele significa – alguns exemplos: gatos são mais independentes, são menos carentes, não precisam tomar banho com frequência, entre outras.

Dos proprietários de gato, 39% também têm cães e a porcentagem de donos de felinos (42%) que acreditam que pets são boa companhia para crianças é numericamente maior do que a de proprietários de cães (40%). Se comparado aos proprietários de cães, os proprietários de gatos levam menos os pets ao médico-veterinário – média de 2,3 vezes por ano.

A alimentação manufaturada foi apontada como a melhor opção para o pet, pois 94% dos entrevistados optam por alimentação seca.

 

Não proprietários 

A pesquisa mostrou que 47% dos entrevistados que não possuem pets são casados, têm em média 37 anos, 25% moram com filhos de até 9 anos, 57% moram em apartamento e 94% deles já tiveram um animal de estimação antes. Dentre os aspectos apontados para justificar o porquê de não possuírem um pet estão: não ter alguém em casa para cuidar enquanto estão no trabalho, compromisso por muitos anos e o fato dos custos com cuidados serem altos. A vontade de adquirir um animal de estimação é apontada por 100% dos entrevistados, sendo que 90% pretendem adquirir um cão e 20% têm a intenção de ter um gato.

 

Sobre a pesquisa 

A pesquisa foi dividida em duas etapas, sendo que a qualitativa foi feita com 13 grupos de discussão em São Paulo, Recife e Porto Alegre. As entrevistas foram realizadas com homens e mulheres a partir de 25 anos, divididos em três grupos: donos de cães, donos de gatos e não possuidores – com intenção de ter um pet nos meses de janeiro e fevereiro de 2015.

A etapa quantitativa tem uma base de 900 entrevistados, sendo 300 donos de cães, 300 donos de gatos e 300 não possuidores com intenção de ter. As entrevistas foram realizadas com homens e mulheres a partir de 25 anos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Salvador e Distrito Federal entre os dias 25 de junho e 17 de julho de 2015. A margem de erro da pesquisa é de 6 pontos percentuais por segmento e de 3 pontos percentuais no total da amostra.

 

 

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